Depois de ser recebido por essas duas, eu me lembrei que lá fora estava nevando fortemente, minhas pernas e dedos estavam doloridos pela minha caminhada na neve, meus ossos doíam pelo frio intenso.
—Eu agrade?o de cora??o o que fez, você salvou minha filha, Akira!
Disse a m?e dela, muito grata e com a voz tremida de felicidade, com uma ponta de preocupa??o. Eu n?o podia voltar pra casa andando, a tempestade tinha aumentado, e no meu estado, provavelmente eu morreria...
—Enquanto a neve n?o passa, você pode descansar aqui, certo?
Sugeriu a m?e, eu n?o tinha escolha a n?o ser aceitar, eu estava enrolado nos cobertores quentes, provavelmente ela pensou que eu fugiria, ou queria me aquecer, ou os dois!
—Zoe, cuide dele.
Disse ela, me sentando na poltrona e saindo em dire??o a cozinha, Zoe se sentou do meu lado e me olhou com admira??o, depois de abra?ar a camada grossa de peles que eu vestia, valeu a pena passar por tudo isso, eu passaria de novo de fosse necessário, com certeza...
Depois de um tempinho observando a lareira, eu me lembrei da neve... Eu consegui correr me impulsionando com um bra?o, sem perceber eu evolui na base do desespero, ser pressionado fez meu corpo e mente trabalharem juntos, eu precisava ajudar ela... Ent?o quando estou motivado e desesperado, isso acontece?
—Olha a comida!
Falou a m?e, interrompendo meus pensamentos, ela colocou um banco na frente da poltrona onde eu e Zoe estávamos, em suas m?os estavam duas tijela de sopa para nós, ela nos alimentava com carinho e cuidado, a sopa era quente e saborosa, eu precisava daquilo depois do aperto gelado que passei.
Observando ao redor, percebia que n?o havia um homem naquela família, era só Zoe e sua m?e, mas por que? Eu tinha medo de perguntar, ent?o deixei para lá, quando acabamos a sopa, a m?e pegou um livro de histórias e colocou sua filha em seu colo.
Era um livro sobre um samurai imperial que tinha uma esposa e uma filha, a história falava sobre a falta de sorte que o samurai tinha, ele n?o possuía uma vida boa, passava fome a maioria das vezes, até que um dia quando voltou das miss?es diárias de espadachim, ele foi levado para o castelo pelos samurais do reino, quando chegou na sala do imperador, estavam lá sua esposa e filhas amarradas, o imperador disse que a filha havia roubado um p?o da mesa do monarca, seu filho. E sua esposa ajudou a esconder a cena do crime. O samurai explicou a situa??o frágil dele, e o imperador como forma de mostrar misericórdia, ele disse que o samurai contribuiu muito para o reino, ent?o disse que ele poderia escolher quem poderia ser salva, a outra seria decapitada, o samurai entrou em desespero e implorou pro imperador que n?o fizesse tal ato, mas ele ignorou e exigiu que ele escolhesse, já que alguém precisaria pagar!
O samurai em panico, gritou para todos ali —Ent?o alguém tem que pagar n?o é? Pois bem, arranque minha cabe?a no lugar delas!— o sal?o ficou em silêncio, os guardas e nobres presentes ali ficaram em choque silencioso, o imperador vendo aquilo concordou, a esposa e a filha gritaram e choraram, mas o imperador apenas ignorou. Quando o executor chegou para cumprir com a ordem, o imperador perguntou se ele tinha certeza, o samurai n?o hesitou por nenhum momento...
O imperador levantou a m?o, preparando para acabar com a vida do Samurai, ele olhou pra sua família e sorriu, sem nenhuma hesita??o e medo —Eu amo vocês— disse ele... O imperador vendo que ele era honesto disse —Soltem ele e a família, n?o toquem um dedo neles— o samurai e todos se surpreenderam, mas ninguém foi contra a ordem do tal, o samurai correu em dire??o a filha e a esposa, abra?ou ambas fortemente e agradeceu o imperador de todo cora??o, ele por sua parte, ordenou que dessem mantimentos ao samurai e sua família, ent?o todos viveram felizes para sempre.
Eu ouvi aquilo chocado, a coragem do samurai me surpreendia, enquanto Zoe chorava emocionada com a historia, mas eu sei que n?o era uma história normal, assim como meu av?, ela queria me dizer algo através dessa história, a m?e e a filha se abra?avam, a m?e consolava Zoe e sorria com sua gentileza e fofura, ela olhou pra mim com olhos gentis e profundos, estava me dizendo algo, mas eu n?o consigo entender bem oque é... Mas algo se ligava na minha mente, algo que eu também n?o entendia o que era, mas sei que vai servir muito bem para meu avan?o!
Depois da história, ela aumentou a chamas da lareira, enquanto Zoe corria para todos os lados, feliz por finalmente ter se livrado daquela doen?a que a limitava, ambas trabalhavam juntas, era bonito de ver a convivência delas, o clima da casa era leve e gentil. A m?e andou até mim, tirou meus cobertores grossos e tocou minhas pernas, elas estavam bastante doloridas, também me tirou as luvas que tinha posto nas minhas m?os e me disse:
—Vou preparar um banho bem quente pra você, espere aqui
Logo após saiu, eu estava bem debilitado, e Zoe olhava se perguntando o que tinha acontecido, preferi n?o contar nada, eu sabia que ela choraria se soubesse, as vezes o silêncio é a melhor resposta.
Depois de uns minutos, volta a m?e, me pega com carinho, sobe as escadas e me p?e perto de uma banheira cheia, com cheiro de flores e bem quente.
—Se precisar de algo, grite
Depois saiu, fechando a porta e me deixando sozinho, eu com dificuldades tirei minha roupa e fui pra banheira, e surpreendentemente a banheira era funda, quase n?o me dava pé, a água era reconfortante, chegava no meu queixo, um tempo parado naquela água e eu podia sentir minhas pernas melhorando de pouco em pouco, eu come?o a andar na banheira, era exigido bastante for?a andar, era mais difícil do que caminhar na terra, quando eu batia as pernas, elas se recuperavam pelo calor e pelo esfor?o leve, aquilo ia me ajudar bastante, talvez eu sem querer descobri outra forma de treinar, ent?o decidi entrar totalmente em baixo da água, e me sentei no fundo, sendo recoberto por inteiro, cruzei as pernas e fique de olhos fechados, segurando a respira??o...
Eu me lembrei da história do samurai e comparei com onde eu estava, gra?as ao desespero, ele salvou a familia, se eu me desesperar aqui em baixo, por reflexo e sem eu querer, provavelmente ia bater os bra?os e tentar nadar em dire??o a superficie.
Como eu fiz na neve, eu pude avan?ar gra?as ao meu desespero, minha vontade ascendeu e eu dei tudo de mim pra alcan?ar meu objetivo que eu mesmo impus pra mim... Será que era isso q a m?e da Zoe queria me dizer?
Eu procurei uma forma de avan?ar mas n?o pra ficar forte, mas pra salvar minha amiga, meu av? me perguntou do por que eu querer seguir o caminho da espada, eu me esforcei pra andar e correr, pra falar a verdade eu fui muito mimado, com os ataques lentos do meu av? e as esquivas fáceis, quando fui pressionado contra ele, eu passei por baixo de suas pernas, e aquilo eu n?o fiz no treino...
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Eu preciso ir além dos meus objetivos, s?o rotas alternativas que eu pego para cumprir minhas metas, nunca fiquei submerso assim, eu entrei aqui por coincidência e pela minha decis?o de vir aqui salvar a Zoe, ninguém mandou fazer isso, eu só segui ordens do meu av? e me virei pra chegar aqui, quando fui colocado contra dificuldades de verdade, foi quando eu realmente evolui... Talvez esse seja oque falta em mim, parar de ser mimado e buscar for?a onde ninguém buscaria...
Esqueci que estava em baixo da água e perdi o f?lego, logo voltei pra superficie, a m?e de Zoe estava olhando pra banheira, com minha volta bruta, acabei batendo a cabe?a no rosto dela.
—Ai, ent?o você está no fundo da banheira?!
Disse ela surpresa, enquanto massageava o nariz que eu acertei.
—Você tem uma cabe?a bem perigosa, deveria ser considerada uma arma!
A brincadeira foi legal, eu ri com ela, depois ela me secou e me vestiu com um pijama, o clima quente que fiquei ajudou bastante minhas pernas, já conseguia ao menos andar cambaleando, devo agradecer a ela depois.
Andando pelo corredor, a m?e segurava minha m?o enquanto eu pensava:
Se os problemas reais me deixam mais fortes, eu tenho que me por em problemas, os meus reflexos me ajudam a ficar mais forte, ent?o se eu andar sempre de guarda alta, talvez posso aprender mais coisas...
Logo coloquei meus extintos a tona, eu olhava tudo ao redor, esperando por qualquer coisa, fui colocado numa cama pela m?e de Zoe, a garota também foi colocada a uma cama ao meu lado, fomos beijados na testa e depois deixados sozinhos para dormir, mas eu ainda deixava minha guarda alta, tentando ouvir os pequenos barulhos, sentir a menor sensa??o e ver algo no escuro do quarto.
Oque eu mais ouvia era a Zoe se mechendo pela cama várias vezes, ela dorme rápido demais, eu olhava surpreso, acho que pessoas energéticas tem isso. Durante a madrugada, eu ainda ouvia ela se mechendo, mas por algum motivo os barulhos ficavam mais próximos cade vez mais, ent?o quando olhei, pude ver ela na ponta da cama quase caindo, levantei rápido da cama e cai no ch?o, logo foi Zoe ao ar, corri e amorteci a queda com minhas costas.
—Ai!
Doeu aquilo, e a garota permanecia dormindo ainda, eu tentei me levantar, mas n?o tinha for?a pra sair... Estava preso.
Passei a madrugada ali, sendo usado como futon para a Zoe, quando o sol nasceu, eu estava com olheiras bem escuras, a m?e dela entrou gentilmente no quarto e viu a cena, ela riu, e sua risada leve acordou Zoe, ela abriu os olhos e n?o entendeu nada, ela me olhou em baixo dela confusa e riu, eu a olhava, eu sorri um pouco ao ver a risada dela, mas sinalizei pra ela sair logo.
Ela logo levantou, e eu fui atrás, me alongando, tava tudo dolorido.
—O que aconteceu, Akira?
A m?e me perguntou enquanto se inclinava pra mim, eu sinalizei que n?o foi nada, ent?o ela sorriu e nos arrastou até a cozinha para o café da manh?, sentamos na mesa esperando o café da manh?, eu n?o entendi como que meu próprio reflexo meu levou a uma situa??o que eu estava em desvantagem, n?o tinha sentido aquilo, talvez eu precisasse antecipar as coisas, o reflexo era apenas quando eu n?o tinha o que fazer, observar...
Virei minha cabe?a e olhei pela janela onde via a neve cair, pelas circunstancias dela, eu sabia que ia chegar ao ch?o, mas isso era fácil de ver.
—Olha a comida!
Voltou a m?e com pratos de comida, ela os colocou a nossa frente, observei ela puxar a cadeira e deduzi que ela ia sentar, obviamente, talvez era isso que eu precisasse treinar... Ela olhou pra mim, sorriu e antes de sentar bateu as m?os levemente e disse:
—Acho que vou trazer um pouco de suco para nós
E saiu... Ela percebeu que eu estava olhando, a percep??o dela era enorme, n?o é a primeira vez que ela percebe minhas inten??es, agora já sei de onde a Zoe puxou.
E lá estava a garota, fazendo uma lamban?a para comer, quando viu que eu estava olhando, acenou para mim com a boca e a m?o suja de ovos que estava comendo. Logo retornou sua m?e, com o suco que prometeu, depois apontou pra janela e disse:
—Talvez amanh? já poderemos levar o Akira para casa
E sorriu, eu fiquei um pouco animado e com medo de como serei recebido pela minha família, depois de desobedecer eles...
Depois de comermos, Zoe me arrastou pra brincar de pega pega, ela queria que eu a pegasse, me tocou e saiu correndo, logo eu corri atrás dela, e como na neve, pra correr com tudo, eu tinha que me impulsionar várias vezes com a m?o antes de cair, era horrível, eu podia acelerar, mas aquilo cansava muito, uma faca de dois gumes representada em pernas infantis... Que humilha??o.
Ficamos o dia todo brincando, eu pude ganhar um pouco de resistência e fortalecimento nas pernas, o sol tinha caído, e a m?e de Zoe nos segurou pela m?o, nos guiando pelas escadas, eu percebi que meu treino deu resultados inesperados, já que eu n?o podia subir escadas, e agora eu tinha for?a pra isso, sem querer ganhei mais um benefício, n?o pude deixar de sorrir.
Quando deitamos nas camas, olhei diretamente pra Zoe, como se desde uma brinca silenciosa, querendo dizer "n?o cai dessa vez" pra ela com o olhar, a m?e percebeu, nos deu boa noite e saiu, eu estava dolorido pelos dia agitado, ent?o logo dormi, no meio da madrugada, acordei alarmado e olhei pra minha amiga, e lá estava ela na ponta da cama prestes a cair, pulei e cheguei nela rapidamente, a impedindo de cair e ajustando ela na cama, voltei para a minha, me cobri e olhei pro teto... O que eu acabei de fazer?! Eu consegui antecipar o que ela ia fazer, e meus reflexos me acordaram. Isso n?o é uma evolu??o grande, pra falar a verdade, meu corpo já tem preparo físico pra isso, eu só tinha que aprender... E agora eu preciso praticar!
Sorri no escuro do quarto e comemorei sozinho e em silêncio, eu estava sim aumentando meu nível, s?o coisas básicas, mas o progesso é notável!
Depois de comemorar, eu dormi, quando acordei, estava Zoe sentada do meu lado, agasalhada, pronta pra sair, a m?e dela estava com a minha roupa agora limpa, ela me falou pra vestir, eu ia ser levado para casa. Depois de nos vestir, saímos pra fora e observamos o clima, que n?o havia mais tempesta, só o amontoado de neve, quando eu era levado para casa, o pai de Arthur nos encontrou antes de chegarmos e falou alarmado:
—Ai está você, Akira!
Ele explicou que depois que eu saí, minha família me procurou desesperadamente, os pais de Arthur foram chamados para ajudar, minha m?e estava aos prantos, e meu pai assutado. Ent?o voltamos logo pra casa, quando atravessei o port?o da minha casa, logo fui avistado por eles, minha m?e veio correndo e me abra?ou, chorando e meio aliviada disse:
—Meu filho, finalmente! Nunca mais ouse nos desobedecer, nunca!
Eu era pressionado, quase sendo esmagado, meu pai se aproximou aliviado e disse:
—Você nos assustou dessa vez, terá que ter um castigo
Ele disse sorrindo e brincando, mas eu n?o pude deixar de sentir medo... Meu av? ficou em silêncio, observando de longe com um sorriso orgulhoso, e minha vó se aproximou e toco no ombro da minha m?e, dizendo que estava tudo bem. Os pais de Arthur, juntamente com ele, ficaram felizes pelo reencontro e o alívio em grupo, quando a tens?o passou eu apontei pro meu pai e fiz um gesto de "vem pra cima" e logo ele disse surpreso:
—O-o oque? Você quer lutar, agora?!
Todos ficaram espantados com meu gesto, já que era meu primeiro desafio, eu me posicionei e levantei os punhos, meu pai olhou animado e mandou todos se afastarem, meu av? que n?o expressa surpresa, se virou brutalmente e observou, ambos nos preparamos, meu pai estava sorrindo orgulhoso... E o combate come?ou!
Meu pai avan?ou rapidamente atrás de mim, mas eu já esperava por isso e desviei, me impulsionei pra cima quando cai e me afastei, ele observou surpreso e avan?ou novamente, eu desviei com leves dificuldades, cambaleando.
—Ei Sato, n?o peguei leve!
Gritou meu av?, e ent?o meu pai subiu o nível de seus golpes, ficando mais rápido e forte, mesmo assim eu desviei, por pouco, quando fui avan?ar para o primeiro ataque, cai e me impulsionei, mas esse meu movimento de levantar já tinha se tornado previsível, ent?o meu pai me golpeou, e eu voei pra longe...
—O garoto tem fibra...
Disse o pai de Arthur, acariciando a barba e sorrindo, um sorriso animado, parecia analisar o combate.
Da poeira eu me levantei, limpando minhas roupas.
—Boa meu filho, me dê mais orgulho!
Avancei em cima dele, propositalmente cai e me impulsionei pra cima, meu pai repetiu o mesmo movimento, mas eu parei no meio do impulso, fazendo-o errar o golpe, depois eu me impulsionei n?o só com os bra?os, mas com as pernas, e como fiz no banheiro da casa de Zoe, avancei pra cima com uma cabe?ada no rosto de meu pai, e já preparando outro golpe!
—Ele... Ele cresceu, ele evoluiu!
Disse meu av? animado, esse era... O meu avan?o!
Meu pai sorriu, eu sorri, todos olhavam surpresos pelos feitos da crian?a de um ano que estavam acontecendo ali, porém...
Meu pai tinha defendido meu golpe com as m?os e disse:
—Você cresceu muito, meu garoto. Mas ainda tem muito pela frente!
Depois segurou meu punho que eu estava preparando, eu n?o treinei socos, ent?o estava sendo um golpe feio e desnorteado, o mesmo preveu, e me acerto um chute poderoso, me jogando com tudo no ch?o, terminando o combate...
O abismo entre nós era colossal, eu avancei, mas tinha muito o que fazer pra chegar no nível dele ainda, enquanto eu estava caído no ch?o, se aproximou meu av?, sorrindo e me ajudou a ficar de pé, logo depois disse:
—Você n?o é mais o mesmo, está muito mais forte, Akira. A partir de agora será mais complicado o treino, está pronto?
Eu sorri, e como antes, coloquei meu punho no seu peito, lembrando do juramento que fizemos, faltava muito, mas o muito é alcan?ável com certeza.
Esse foi meu primeiro Avan?o.

